Ministro Alexandre de Moraes rejeita novo pedido de prisão domiciliar da defesa de Bolsonaro
O ministro argumentou que a agenda de visitas de Bolsonaro indica um bom estado de saúde, não necessitando de cuidados hospitalares.
A perícia da PF, embora reconheça um quadro clínico complexo, não apontou necessidade de internação hospitalar para o ex-presidente.
A prisão preventiva foi mantida por Moraes devido à violação do equipamento de monitoramento eletrônico por Bolsonaro, em uma tentativa de fuga.
PGR se manifesta contra prisão domiciliar para Bolsonaro O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um novo pedido de prisão domiciliar da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Desse modo, não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária, em face dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal", escreveu Moraes.
"Os atos concretos de tentativa de fuga, inclusive com o rompimento do monitoramento eletrônico e o resultado da perícia médica oficial, no sentido da total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana, a demonstrar as condições plenamente satisfatórias do cumprimento da pena de Jair Messias Bolsonaro, conforme detalhado relatório de suas atividades", continua o ministro.
Segundo Moraes, o pedido da defesa não deve ser atendido porque é uma medida excepcional e o ex-presidente não atende os requisitos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, durante cumprimento de prisão domiciliar — Foto: Sergio Lima/AFP A decisão ocorre após Bolsonaro passar por uma perícia da Polícia Federal (PF) depois que foi transferido da Superintendência da PF em Brasília para a chamada Papudinha, prisão localizada no