Nova reforma da Previdência deveria estar sendo pensada para ' ontem', avaliam especialistas
Mudanças nas regras deveriam estar sendo pensadas para "ontem", segundo especialistas ouvidos pelo g1 .
Embora a última reforma tenha ocorrido há menos de dez anos, em 2019, três fatores combinados pressionam as contas públicas e reacendem a discussão sobre novas alterações.
alta informalidade, acompanhada de transformações no mercado de trabalho, com ocupações que não contribuem para a Previdência; benefícios indexados ao salário mínimo, com ganhos reais nos últimos; envelhecimento da população, somado à queda da natalidade.
A última reforma conseguiu conter o rombo, sobretudo em 2024 e 2025, mas projeções do próprio governo federal indicam que o déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) pode mais que quadruplicar ao longo dos próximos 75 anos.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é um sistema administrado pelo INSS ao qual estão vinculados trabalhadores com carteira assinada e servidores não concursados, aqueles que atuam em cargos comissionados.
Já o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é destinado a funcionários públicos efetivos.
A necessidade de novas mudanças também é reconhecida pelo governo.
No ano passado, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o sistema previdenciário brasileiro está pressionado e que o tema precisará ser discutido.
Recolhimento em queda; despesas em alta Em 2025, a diferença entre o que foi arrecadado e o que o governo federal teve que colocar a mais para para pagar benefícios, aposentadorias e pensões foi de R$ 436 bilhões.
A maior parte desse dinheiro foi para cobrir o déficit do RGPS: mais de R$ 320 bilhões – R$ 17 bilhões a mais do que em 2024.
O cenário pode ser explicado pela alta informalidade do mercado de trabalho brasileiro e pelo surgimento de novas formas de ocupações que não recolhem para a