Dos ' marajás' aos ' penduricalhos': discussão sobre a limitação da remuneração de agentes públicos já dura mais de 60 anos
As decisões do Supremo Tribunal Federal ( STF ) que restringiram os chamados "penduricalhos" trazem ao centro da discussão política os limites à remuneração dos agentes públicos.
Estabelecido na Constituição de 1988, o chamado teto constitucional deve ser a referência para o pagamento do funcionalismo.
Nesta semana, o STF começou a analisar duas decisões que tratam do tema.
Na mesma data, serão analisados outros dois processos que tratam do tema.
Como eles têm repercussão geral, o Supremo vai poder fixar um entendimento uniforme para todas as instâncias do Poder Judiciário.
Ao longo da história, o teto já teve como base salários de ministros de Estado e até o do presidente da República.
A Constituição Federal estabelece um limite máximo para o pagamento dos agentes públicos no Brasil.
Atualmente, o chamado teto constitucional corresponde ao valor da remuneração dos ministros do STF - que hoje está em R$ 46.
Para ser alterado, é necessário que o Congresso Nacional aprove uma lei específica sobre o tema.
Nenhum integrante da Administração Pública pode receber do Poder Público além deste valor.
O objetivo da regra é evitar supersalários e garantir equilíbrio nos gastos públicos.