Ataque ao Irã: por que EUA e Israel veem oportunidade única em ofensiva neste momento
Acompanhe a cobertura do conflito AO VIVO Veja a repercussão dos ataques MAPA mostra cidades iranianas atacadas e locais alvos da retaliação do Irã Veja FOTOS e VÍDEOS dos bombardeios Israel usou a palavra "preventivo" para justificar seu ataque.
As evidências mostram que esta não é uma resposta a uma ameaça iminente, como a palavra "prevenção" implica.
Israel e os Estados Unidos calcularam que o regime islâmico no Irã está vulnerável, lidando com uma grave crise econômica, as consequências da brutal repressão aos manifestantes no início do ano e com as defesas ainda bastante danificadas pela guerra de junho de 2025.
Sua conclusão parece ter sido que esta era uma oportunidade que não deveria ser desperdiçada.
É também mais um golpe para o já frágil sistema de direito internacional.
Fumaça no céu de Teerã após ataque — Foto: Reuters Em suas declarações, tanto o presidente Donald Trump quanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disseram que o Irã representava um perigo para seus países – Trump disse que era um perigo global.
Mas é difícil entender como a justificativa legal da legítima defesa se aplica, dada a enorme disparidade de poder entre os EUA e Israel, de um lado, e o Irã, do outro.
Conflitos armados são inerentemente difíceis de controlar depois de iniciados.
Benjamin Netanyahu considera o Irã o inimigo mais perigoso de Israel há décadas.
Para ele, esta é uma oportunidade de causar o máximo de dano possível ao regime em Teerã e à capacidade militar do Irã.