‘Prejuízo Master’: o que o colapso do banco mostrou sobre os limites da garantia do FGC
Especialistas criticam o uso do FGC como "argumento de venda" por bancos e corretoras, incentivando investimentos de maior risco.
Investidores, mesmo com a garantia do FGC, enfrentaram meses de espera para reaver seus valores após a liquidação do Master.
A necessidade de recompor o caixa do FGC, que perdeu quase um terço de seus recursos, pode gerar tarifas e juros mais altos para os consumidores.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) já implementou cobranças adicionais para instituições financeiras de maior risco, buscando um modelo de financiamento mais justo.
Como o colapso do Banco Master mostrou os limites da garantia do FGC Morando em Nova York há quatro anos, onde trabalha como au pair, Marina*, de 27 anos, decidiu investir os R$ 10 mil que havia economizado para voltar ao Brasil.
Sem experiência no mercado financeiro, recorreu ao Chat GPT em busca de orientações para iniciantes.
Atraída pela promessa de retorno elevado e pelo prazo curto de resgate, optou por um Certificado de Depósito Bancário (CDB) do Banco Master.
Mande para o g1 Em novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição , Marina descobriu que praticamente todo o valor que tinha guardado estava comprometido.
Apesar do susto, conseguiu reaver o montante por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo ela, o processo foi rápido e levou menos de 24 horas.
Mas milhares de outros clientes ainda aguardam ressarcimento.