Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos
O programa nuclear iraniano, que há oito meses foi declarado erradicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está entre os alvos da campanha.
Desta vez, no entanto, os integrantes da cúpula do regime também foram incluídos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, completou: "Criaremos condições para que o corajoso povo iraniano se liberte do jugo deste regime assassino".
A operação militar impõe sérios riscos a ambos os líderes em ano eleitoral.
Os Estados Unidos renovarão o Congresso nas eleições de meio de mandato, o que pode interferir no controle de Trump sobre o Legislativo.
Já Israel elegerá os novos membros do Parlamento, o que pode afetar a permanência de seu premiê mais longevo no cargo.
Réu em três processos por corrupção e conhecido pelo instinto de sobrevivência, Netanyahu acostumou-se a equilibrar-se na linha tênue que o sustenta no comando do governo.
Ele pode tirar proveito político de mais uma defesa da ameaça iraniana aos israelenses.
No entanto, para Trump, a aposta de um segundo ataque em oito meses ao Irã é mais ousada, pois contraria o que ele pregou na campanha e conta com escasso apoio dos americanos.
A maioria dos americanos sequer entende as razões do envolvimento do país em mais um conflito no Oriente Médio.
Em um pronunciamento em tom heroico à nação, Trump tentou justificar o ataque, mas a opinião pública parece não estar ao seu lado.
Com apenas 27% de apoio, a decisão de Trump pode ser um risco político significativo para sua administração.