Hospital Santa Joana pagará indenização milionária após morte de gêmeo
O acordo, assinado em dezembro de 2025, estabelece o pagamento de R$ 1, 2 milhão por danos morais coletivos e a obrigação de implementar uma série de melhorias estruturais e assistenciais.
Em nota enviada ao g1 , o hospital disse que "o acordo foi conduzido sob a mais absoluta colaboração da instituição" e que a assinatura do TAC "não tem qualquer relação com o atendimento prestado ao [recém-nascido]".
Afirmou, também, que a maternidade segue "com a irrestrita certeza de que a verdade dos fatos prevalecerá" ( leia íntegra abaixo ).
A mãe do bebê, que é médica otorrinolaringologista, afirma que o filho Davi faleceu asfixiado ao se engasgar com o próprio vômito .
Marília Panontin afirma que o filho permanecia longos períodos sem a supervisão de ninguém e sem a devida assistência.
Segundo ela, médicas responsáveis pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da maternidade disseram que o bebê havia sofrido uma parada cardíaca, e não uma broncoaspiração do próprio leite.
Durante o inquérito civil, vistorias realizadas pela Vigilância Sanitária, pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp) e pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren) identificaram práticas em desconformidade com as regulamentações vigentes.
Os relatórios apontaram, entre outras, as seguintes irregularidades: Número insuficiente de médicos para a quantidade de leitos; Postos de enfermagem que não permitem a observação visual direta ou eletrônica dos leitos; Alocação de médicos intensivistas para part