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Juíza diz que compra pulverizada de ações de Vorcaro no BRB buscou ‘dificultar rastreabilidade’

Por Kevin Ribeiro • 27/02/2026 às 13:30
Juíza diz que compra pulverizada de ações de Vorcaro no BRB buscou ‘dificultar rastreabilidade’

27/02/2026 10 h19 Atualizado 27/02/2026 A juíza da 13ª Vara Cível de Brasília, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Vanessa Maria Trevisan, foi categórica ao falar sobre a forma suspeita escolhida pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, e o "ecossistema Master" — como ela denomina as pessoas e fundos ligados a ele — para comprar ações do Banco de Brasília (BRB).

Eles viraram acionistas do banco fazendo uma compra pulverizada de ações — quando a aquisição é dividida entre muitos CPFs, CNPJs ou fundo diferentes.

A informação de que Daniel Vorcaro; o ex-sócio do Master, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur; compraram ações do BRB como pessoas físicas e se tornaram acionistas foi revelada pelo Jornal Nacional e pelo blog no dia 3 de fevereiro .

A juíza afirmou que o formato da compra de ações visava dificultar o rastreamento dessa operação ( leia mais abaixo ).

Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB “Essas operações permitiram que os próprios agentes investigados por participação no denominado 'ecossistema Master' passassem a integrar o capital social do autor, por meio de estruturas pulverizadas e fundos de investimentos, com a utilização de interpostas pessoas, com o objetivo de dificultar sua rastreabilidade pelos agentes reguladores”, afirmou na decisão.

Além disso, a juíza verificou, ao bloquear a venda dessas ações, que a compra delas cresceu exponencialmente de 2024 para o fim de 2025 , após o escândalo do Master.

“No início do ano de 2024, aproximadamente 0, 0007% do seu capital social estava sob a titularidade de acionistas com vínculos societários, financeiros ou pessoais com indivíduos ou entidades mencionadas nas investigações relacionadas ao 'ecossistema Master' de 2025, após as operações noticiadas, constatou-se que essa participação atingiu 23, 5% do seu capital social, o que aponta indícios acerca