Contas públicas têm superávit acima de R$ 100 bilhões em janeiro; estatais federais registram piora com rombo de R$ 3,33 bilhões
Contas públicas têm superávit acima de R$ 100 bilhões em janeiro; estatais federais registram piora com rombo de R$ 3,33 bilhões
Por Alexandro Martello , g1 — Brasília 27/02/2026 08h48 Atualizado 27/02/2026 As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro , informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário. 🔎 O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com janeiro do ano passado, houve pequena piora, uma vez, que o saldo positivo, no início de 2025, foi de R$ 104,1 bilhões (sem correção pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O alto superávit das contas públicas é algo tradicional no início de cada ano, e está ligado à concentração da arrecadação federal no primeiro mês de cada exercício. ➡️Houve forte piora, porém, no resultado das empresas estatais federais, em um momento no qual os Correios passam por forte crise contábil ( veja mais abaixo nessa reportagem ). Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em janeiro deste 2026: governo federal registrou saldo positivo de R$ 87,3 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 21,3 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 4,9 bilhões. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios — Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve superávit de R$ 40,1 bilhões nas contas do setor público em janeiro. ➡️No acumulado em 12 meses até janeiro, porém, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidor