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Incêndio no Shopping Tijuca: Polícia Civil indicia cinco por mortes e aponta falhas graves de segurança

Por Kevin Ribeiro • 26/02/2026 às 20:49
Incêndio no Shopping Tijuca: Polícia Civil indicia cinco por mortes e aponta falhas graves de segurança

Na ocasião, a bombeiro civil Emellyn Silva Aguiar Menezes e o supervisor de segurança Anderson Aguiar do Prado morreram e, outras quatro pessoas ficaram feridas.

Adriana Santilhana Nietupski e Pedro Paulo Alvares, superintendente e gerente de operações do shopping, respectivamente, foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte, lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de outros e fraude processual.

Já Renata Barcelos Pereira Noronha, gerente de negócios do centro comercial está indiciada pelos três primeiros crimes, mas não pela fraude processual.

Os outros dois indiciados são os gerentes da loja Bell Art, Fabio Arruda soares e Felipe Gonçalves Franciscone, respondem por incêndio doloso e lesão corporal.

Segundo os delegados Adriano França e Maíra Rodrigues, que coordenaram as investigações, os depoimentos apontavam falhas na comunicação após o incêndio, ausência de alarmes eficazes, evacuação desorganizada, treinamento insuficiente e demora para passar informações corretas sobre as chamas.

Ainda de acordo com os delegados, a loja não tinha o alvará do Corpo de Bombeiros e o shopping não tinha exaustor para pode combater as chamas.

A corporação foi comunicada pela Polícia Civil sobre a conclusão da perícia.

Segundo as investigações, o acionamento do Corpo de Bombeiros deveria ser simultâneo ao início do combate à fumaça no subsolo do shopping.

Para a polícia, a demora na chegada dos bombeiros e o combate adequado às chamas causou a morte de Emellyn e Anderson.

O botão de pânico da loja onde começaram as chamas foi acionado às 18 h04.

Segundo a delegada Maíra Rodrigues, o acionamento do Corpo de Bombeiros foi às 18 h27 e os militares chegaram ao local 18 h40.