VIVIMUNDO

Politica Internacional America Latina

Disputa por sucessão de chefão do tráfico morto pode gerar nova onda de violência no México

Por Kevin Ribeiro • 26/02/2026 às 19:15
Disputa por sucessão de chefão do tráfico morto pode gerar nova onda de violência no México

A morte de Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho" , constituiu uma vitória de curto prazo para o governo da presidente Claudia Sheinbaum, mas, segundo especialistas, o verdadeiro desafio será conter o contra-ataque do CJNG, que inevitavelmente entrará em uma disputa interna pelo poder.

LEIA MAIS: Por que a morte de 'El Mencho', traficante mais procurado do México, não reduz a violência no país Oseguera caiu no domingo nas mãos de militares em Tapalpa, no oeste do país.

Ele ficou ferido quando tentava fugir e morreu durante a transferência para o hospital.

Para os especialistas, a resposta do cartel - com confrontos armados, bloqueios e incêndio de carros, comércios e bancos em 20 dos 32 estados do México - não foi apenas uma vingança pela morte de seu líder, mas uma demonstração de força dirigida às autoridades e aos grupos criminosos rivais.

O cartel terá que preencher o vazio deixado por "El Mencho", que comandou de maneira vertical e com mão de ferro essa organização de mais de 30 mil membros, segundo estudos acadêmicos.

Para Raúl Benítez Manáut, especialista mexicano em segurança nacional, a questão é se haverá uma transição pactuada entre as segundas hierarquias do cartel ou se será desencadeada uma violenta guerra interna.

O pesquisador considera que, de qualquer forma, o governo deverá agir antes da Copa do Mundo de 2026, especialmente no estado de Jalisco, cuja capital, Guadalajara, será uma das três sedes mexicanas do torneio de futebol que será disputado de 11 de junho a 19 de julho.

O CJNG é uma organização "muito centralizada, com grande capacidad