Contagem da USP aponta público bem menor em blocos de carnaval em SP
A contagem foi feita com fotos aéreas de drone, em três horários do desfile, analisadas por software que identifica individualmente as pessoas, com margem de erro de 12%.
O estudo também analisou o bloco Sertanejinho do Teló, no Ibirapuera, e chegou a estimativa semelhante, de cerca de 21 mil pessoas.
Segundo os pesquisadores, números inflados sem metodologia clara dificultam o planejamento de segurança, transporte e serviços urbanos, sem aumentar a importância do carnaval.
A cantora Daniela Mercury desfila com o bloco Pipoca da Rainha pela Rua da Consolação, na região central da capital paulista, no encerramento do carnaval 2026 em São Paulo.
— Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO A estimativa de público do bloco Pipoca da Rainha , comandado por Daniela Mercury, foi de cerca de 20 mil pessoas, segundo levantamento feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
O número é cem vezes menor do que os 2 milhões de foliões divulgados pela organização do bloco.
O cálculo foi realizado pela professora Mariana Aldrigui, especialista em políticas de turismo urbano da USP, em parceria com o Monitor do Debate Político, núcleo de pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
A metodologia é a mesma usada há anos pelo grupo para estimar público em grandes manifestações políticas no Brasil (leia mais abaixo).
Segundo pesquisadores, a contagem real de público é importante porque orienta o planejamento e a segurança da cidade.
Números inflados podem distorcer decisões sobre transporte, policiamento, limpeza urbana e banheiros químicos, além de comprometer a transparência no uso de recursos públicos.
O desfile comemorou os 10 anos do bloco de Daniela Mercury em São Paulo e ocorreu no domingo (22), na Rua da Consolação, no Centro, durante o pós-carn