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Condenação traz alívio, mas não repara a dor da gente, diz sobrevivente de atentado que matou Marielle

Por Kevin Ribeiro • 26/02/2026 às 13:37
Condenação traz alívio, mas não repara a dor da gente, diz sobrevivente de atentado que matou Marielle

A condenação dos mandantes do assassinato de Marielle Franco trouxe alívio, mas não repara a dor daqueles que conviviam com a vítima. Essa é a opinião de Fernanda Chaves, sobrevivente do atentado que matou Marielle e o motorista Anderson Gomes em março de 2018. "O Estado brasileiro demonstrou hoje que esse tipo de crime não pode ser tolerado", afirmou. O processo revela um estado de coisas caótico que precisa ser enfrentado. Essa lógica nefasta de crime político e de interesses institucionais precisa ser combatida. No dia de hoje, você começa a dar um passo nesse sentido.

Fernanda Chaves fala sobre as prisões no Caso Marielle. O carro que Chaves ocupava junto a Marielle e Anderson foi atacado com 13 tiros em março de 2018. Os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram condenados como mandantes do crime a 76 anos e três meses de prisão. Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), também cumprirá pena pelas mortes dos dois e pela tentativa de homicídio da então assessora de Marielle.

Após a conclusão do julgamento pelo Supremo, Fernanda disse se sentir aliviada. Ela tem um papel pedagógico e moral, que é simbólico, mas não repara a dor. E para a gente que é próximo — amigos, trabalhadores, familiares —, para quem convivia com ela, é uma dor dilacerante essa vida ser interrompida brutalmente como foi, afirmou a jornalista. A condenação é um passo importante, mas a dor da perda de Marielle ainda é sentida por todos que a conheciam.