Filmes Embora criativo, Pânico 7 dá claros sinais de desgaste da franquia3 min de leitura André Zuliani
Foi assim com Pânico 4 , lançado mais de 10 anos depois do anterior, e com o quinto filme, cuja estreia ocorreu com uma década de distância e introduziu novos personagens em um soft reboot que jogava com o legado do original.
Entre brincadeiras de metalinguagem e regras dos slashers, a série do assassino Ghostface sempre encontrou motivações e comentários sobre o gênero para se inovar.
Com Pânico 7 não foi diferente, mas o desgaste dos mais de 30 anos de história começam a ficar escancarados.
Com as saídas de Melissa Barrera e Jenna Ortega , protagonistas da nova geração, durante a turbulenta produção do longa, o retorno de Neve Campbell como Sidney Prescott, a scream queen original de Pânico, era a maior jogada possível.
Ausente do sexto filme por questões salariais, a atriz volta a ser o centro da obsessão de Ghostface em Pânico 7 com uma conexão que, embora baseada totalmente na nostalgia - força motora da franquia -, merece crédito pela criatividade.
Em tempos de deep fake , é curioso que Pânico ainda não havia se aventurado por esse mundo para ganhar fôlego.
Se o legado de sangue já está batido (filha de Billy Loomis, sobrinhos de Randy Meeks), o poder da tecnologia foi a forma encontrada por Kevin Williamson , criador da saga e estreante como diretor na franquia, para trazer de volta antigos vilões.
Quando um novo Ghostface começa a aterrorizar a família de Sidney, um vídeo possivelmente gravado com IA coloca Stu Macher ( Matthew Lillard ), um dos assassinos do primeiro filme, como principal suspeito.
Em comparação com os anteriores, Pânico 7 brinca menos com a metalinguagem e regras do gênero.
Elas ainda estão ali para explicar que o que era novo antes já está batido agora ou para quebrar as expectativas dos suspeitos da vez, todos banhados em clichês (o namorado devoto, o amigo esquisito e fã de filmes de terror) para despistar o esp