Brasil, Uruguai e Argentina aceleram ratificação do acordo UE-Mercosul
A votação acelerada no Brasil ocorreu após o anúncio dos EUA de aumentar as tarifas globais de importação de 10% para 15%.
A Argentina, que já aprovou na Câmara, antecipa a votação no Senado para garantir acesso prioritário às cotas de exportação agropecuárias.
Na Europa, o acordo enfrenta resistência política de países como França e Polônia, devido à pressão de agricultores e ambientalistas.
O acordo prevê a redução gradual de tarifas e a criação de uma das maiores áreas de livre comércio, com mais de 700 milhões de pessoas.
Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia Em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou o tratado entre o Mercosul e a União Europeia na noite de quarta-feira (25) .
O relator, Marcos Pereira, articulou a votação com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
O governo deve publicar nos próximos dias um decreto com medidas de proteção ao agronegócio, uma demanda antiga do setor, antes da apreciação pelos senadores.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Câmara acelerou a pauta após o nervosismo causado pelo anúncio do presidente Donald Trump de aumentar de 10% para 15% as tarifas globais de importação dos Estados Unidos .
“Chegou a hora de o Brasil confirmar sua vocação exportadora”, afirmou o presidente da Casa, Hugo Motta, que disse ver no país “o grande protagonista” da implementação do acordo.
A proposta foi aprovada por ampla maioria, apesar da oposição de alguns parlamentares de esquerda.
No Uruguai, o Senado aprovou por unanimidade, na quarta, o projeto de lei que ratifica o acordo comercial assinado em 17 de janeiro no Paraguai, após 25 anos de negociações.