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Procurador aliado de Maduro que já acusou Lula de ser agente da CIA renuncia ao cargo na Venezuela

Por Kevin Ribeiro • 25/02/2026 às 21:00
Procurador aliado de Maduro que já acusou Lula de ser agente da CIA renuncia ao cargo na Venezuela

Até então chefe do Ministério Público do país, Saab era um dos principais aliados de Nicolás Maduro e atuou na perseguição política a opositores do regime chavista.

Em 2024, Saab ganhou notoriedade no Brasil ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser agente da CIA, o serviço de inteligência dos EUA.

Na época, ele criticou o governo brasileiro por exigir a divulgação das atas da eleição presidencial que declarou vitória a Maduro.

"Lula, que não é o mesmo que saiu da prisão, por tudo que acusou agora, não é o mesmo em nada: nem em seu físico, nem em como ele se expressa.

" Após a eleição, Saab teve papel central na perseguição a adversários que acusaram o governo Maduro de mentir sobre o resultado.

Organismos internacionais afirmam que o opositor Edmundo González venceu a disputa com ampla vantagem, com base nas atas divulgadas por aliados do candidato.

Um mês após as eleições de julho de 2024, Saab acuou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, de ser responsável por arquitetar protestos contra o governo.

Ela acabou sendo responsabilizada criminalmente pelas mais de 20 mortes registradas durante as manifestações.

No mês seguinte, ele pediu a inclusão do nome do presidente da Argentina, Javier Milei, na lida vermelha da Interpol após a Justiça argentina determinar a prisão de Maduro por violações dos direitos humanos.

Em setembro do ano passado, quando as tensões entre Estados Unidos e Venezuela começaram a crescer, Saab pediu que a ONU investigasse os ataques norte-americanos contra barcos que supostamente transportavam drogas no Caribe.

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