' Momento não é de confronto entre Legislativo e Executivo', diz Motta sobre possíveis vetos de Lula ao PL Antifacção
"O momento não é de confronto entre o Legislativo e o Executivo.
O confronto, agora, tem que ser com o crime organizado", disse Motta.
Diante da possibilidade de o presidente Lula discutir vetos parciais a proposta, Motta afirmou que a Câmara respeita o Executivo e que após análise do presidente, o Congresso irá analisar possíveis vetos "com muita tranquilidade" .
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça o projeto que endurece a legislação contra organizações criminosas.
Veja os principais pontos do projeto aprovado pelos deputados .
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
— Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados De autoria do Executivo, o texto passou por várias mudanças.
Somente na Câmara, sob a relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que foi secretario de Segurança Pública de São Paulo, integrando a equipe do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), para relatar o projeto, foram oito versões.
"A sociedade cobra de nós respostas duras no combate ao crime organizado e, sem dúvida alguma, essa medida aprovada na Câmara é a medida mais dura aprovada na história do Brasil no enfrentamento ao crime organizado, justamente pelas novas tipificações criminais", disse Motta.
Motta afirmou que a Câmara deve votar na próxima semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
🔎 Enviada pelo governo Lula ao Congresso em abril de 2025, a PEC da Segurança Pública cria mecanismos para integrar forças de segurança pública do país.