Caso Marielle: STF absolve ex-delegado Rivaldo Barbosa de acusação de assassinato
No entanto, ele foi condenado pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção .
Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino entenderam que não há provas suficientes de que Rivaldo Barbosa tenha integrado o planejamento e a execução dos assassinatos.
Nesta manhã, o STF concluiu o julgamento dos acusados de planejar e mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco.
O atentado também resultou na morte do motorista Anderson Gomes.
Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada; João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada; Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva; Ronald Paulo Alves Pereira , major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado; Robson Calixto Fonseca , policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa.
Em nota, o advogado de Barbosa afirma que "respeita a decisão do STF, mas não concorda com a tese de que há prova específica de corrupção e obstrução de justiça".
Afirmou ainda que ”assim como conseguimos demonstrar, de forma clara e precisa, que não houve a participação de Rivaldo em homicídio, demonstramos também que nada há nos autos sobre corrupção ou obstrução por parte dele.
E, por isso, vamos aguardar a publicação do acórdão para avaliar os recursos cabíveis”.