Como a Ucrânia resiste e não vê derrota próxima, 4 anos após invasão russa
Essas redes se estendem por quilômetros, suspensas em postes de madeira com cerca de 6 metros de altura, ao longo das laterais e sobre o topo da via.
Veículos militares de aparência distópica, que parecem saídos do filme pós-apocalíptico Mad Max 2 , passam roncando, envoltos em suas próprias gaiolas de aço e malha.
As redes prendem as hélices dos drones que atacam, funcionando como uma barreira física barata e surpreendentemente eficaz.
Mesmo que os operadores russos detonem a carga transportada pelo drone, há a possibilidade de que a explosão não ocorra perto o suficiente para matar pessoas que trafegam pela via em ônibus e carros civis, além de veículos militares.
Apenas nesta semana, o governo da Escócia anunciou o envio de outras 280 toneladas de redes de salmão que estavam prestes a ser recicladas.
Antes de qualquer uso, as Forças Armadas ucranianas lançam drones contra o material para testar sua resistência.
Na Ucrânia, redes antidrones se estendem por quilômetros, suspensas em postes de madeira — Foto: Getty Images via BBC As três letras mais temidas no campo de batalha são FPV, sigla para first-person view ("visão em primeira pessoa", em tradução livre).
Drones FPV estão entre os principais responsáveis por mortes e são utilizados tanto pela Ucrânia quanto pela Rússia .
Eles têm câmeras que transmitem informações a seus operadores em um centro de comando que pode estar a 30 ou 40 km de distância.