Justiça do RJ mantém condenação de ex-anestesista por estupro durante parto
O relator do caso destacou a gravidade dos fatos, afirmando que "afrontam a dignidade da pessoa humana das vítimas".
O Conselho Federal de Medicina cassou o registro profissional do ex-médico, proibindo-o de exercer a profissão em todo o país.
Giovanni Quintella Bezerra — Foto: Reprodução A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou, por unanimidade, o recurso do ex-anestesista Giovanni Quintella Bezerra e manteve a condenação a 30 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável contra duas pacientes.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A decisão foi tomada nesta terça-feira (24).
Os desembargadores acompanharam o voto do relator, desembargador Peterson Barroso Simão, que manteve na íntegra a sentença proferida em junho de 2025 pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Além da pena de 30 anos de reclusão, foi mantida a condenação ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil para cada uma das vítimas.
Quem é o anestesista que estuprou paciente durante o parto Em seu voto, o relator destacou a gravidade do caso.
“Este processo relata fatos criminosos notoriamente graves e repugnantes que vão além, afrontando a dignidade da pessoa humana das vítimas, ao mesmo tempo em que traumatiza a sociedade, envergonha a nobre classe médica e apavora os pacientes.
” Em outro trecho, afirmou: “A sentença resolveu com correção o conflito de interesses, não havendo necessidade de qualquer reparo.
Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso, mantendo-se a sentença em sua integralidade”.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram em 10 de julho de 2022, durante duas cirurgias de parto no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.