Nova tarifa de Trump para importações dos EUA entra em vigor; veja o que dizem analistas
A decisão foi anunciada pelo mandatário norte-americano no sábado , após a Suprema Corte do país ter derrubado, um dia antes, o tarifaço determinado em 2025.
Entidades ligadas ao setor produtivo e analistas avaliam que, apesar da manutenção da incerteza no ambiente internacional, com mudanças frequentes de regras, os dois fatos combinados foram positivos para as exportações brasilerias.
Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a imposição de uma tarifa global de 15% amplia a instabilidade, afetando o planejamento, os contratos e os investimentos das empresas.
Ao mesmo tempo, a FIEMG considera que, por se aplicar a todos os países, a medida preserva a competitividade relativa do Brasil.
Mudanças sucessivas nas regras comerciais geram insegurança e comprometem o ambiente de negócios.
Ainda assim, é importante destacar que a aplicação global da tarifa mantém condições isonômicas de concorrência, o que reduz distorções competitivas”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da FIEMG.
Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior, acredita que a determinação da Justiça dos Estados Unidos, anterior ao novo anúncio de Trump, foi muito positiva para os exportadores que ainda estavam sobretaxados.
"Melhora muito até porque, teoricamente, iguala com os outros países.
Então aí você tem uma possibilidade de aumento de competitividade desses setores.
Como o Brasil estava com uma tarifa muito alta de 40%, nesses produtos eles aumentam a competitividade", disse Welber Barral, da BMJ.
O presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasi (Amcham Brasil), Abrão Neto,