VIVIMUNDO

Sao Paulo

Polícia passa a investigar como homicídio morte de esposa de tenente-coronel encontrada com tiro na cabeça em SP

Por Kevin Ribeiro • 21/02/2026 às 15:26
Polícia passa a investigar como homicídio morte de esposa de tenente-coronel encontrada com tiro na cabeça em SP

A Polícia Civil alterou a natureza da ocorrência da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Inicialmente, o caso havia sido registrado como suicídio, mas, após a coleta de depoimentos, passou a ser investigado como homicídio.

A investigação também está sendo acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A policial faleceu na manhã de quarta-feira, após ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, onde não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o boletim de ocorrência, o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, estava no apartamento no momento do disparo.

Ele afirmou que encontrou a esposa caída no chão, com uma arma na mão e intenso sangramento, após ouvir um barulho enquanto tomava banho.

Em depoimento, o oficial relatou que o relacionamento do casal era conturbado e que, naquela manhã, havia ido ao quarto da esposa para propor a separação.

Segundo relatos, após uma discussão, o tenente-coronel entrou no banheiro e, cerca de um minuto depois, ouviu o barulho que inicialmente interpretou como o de uma porta batendo.

A mãe da policial afirmou que o relacionamento era extremamente conturbado e acusou o oficial de comportamento abusivo e violento , com imposição de restrições ao comportamento da filha.

Ela relatou ainda que Gisele pretendia se separar e que vinha enfrentando forte pressão emocional nos dias anteriores à morte.