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Ucrânia não está perdendo a guerra, diz Zelensky

Por Kevin Ribeiro • 20/02/2026 às 23:43
Ucrânia não está perdendo a guerra, diz Zelensky

20/02/2026 17h08 Atualizado 20/02/2026 O prsidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concede entrevista em Kiev — Foto: GENYA SAVILOV / AFP O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky , disse nesta sexta-feira (20) que seu país não está perdendo a guerra contra a Rússia , que Kiev retomou centenas de quilômetros quadrados em uma nova contraofensiva e que a Europa deveria posicionar tropas diretamente na linha de frente em caso de cessar-fogo. O líder ucraniano conversou com a AFP em uma entrevista exclusiva dias antes do quarto aniversário da invasão russa, com o desfecho da guerra ainda em aberto. Enquanto os combates persistem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona a Ucrânia a aceitar um acordo com a Rússia , que exige a anexação de territórios para encerrar o conflito. Kiev se recusa a discutir a possibilidade de cedê-los em troca de um acordo de paz. "Não podem dizer que estamos perdendo a guerra. Honestamente, de forma alguma a estamos perdendo, definitivamente. A pergunta é se a venceremos", disse Zelensky à AFP, no palácio presidencial na capital ucraniana. "Sim, essa é a pergunta, mas é uma pergunta muito custosa", acrescentou. Tensão nas negociações por acordo de paz entre Rússia e Ucrânia A guerra mais letal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial — que começou quando Vladimir Putin ordenou que tropas russas cruzassem a fronteira ucraniana em 24 de fevereiro de 2022 — já deixou dezenas de milhares de civis e centenas de milhares de militares mortos de ambos os lados. Neste inverno europeu, as forças russas intensificaram dramaticamente uma campanha de ataques sistemáticos contra instalações de energia da Ucrânia . Tais ofensivas deixaram milhões de pessoas no frio e no escuro por semanas, em temperaturas congelantes. Atualmente, Washington e Moscou pressionam Kiev a ceder a disputada região do Donbass, no extremo leste ucraniano, à Rússia . "Tanto os americanos quanto os russos dizem que 'se querem que a guerra termine amanhã, saiam do Don