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Policial morta com tiro na cabeça vivia relacionamento abusivo com tenente-coronel, diz mãe da vítima à polícia

Por Kevin Ribeiro • 20/02/2026 às 19:53
Policial morta com tiro na cabeça vivia relacionamento abusivo com tenente-coronel, diz mãe da vítima à polícia

Uma policial militar de 32 anos foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, no Centro de São Paulo.

Na manhã de quarta-feira, após sair do banheiro, o oficial encontrou a esposa caída no chão, com uma arma na mão e intenso sangramento.

Gisele foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela trabalhava na corporação desde 2014 como soldado e deixa uma filha de 7 anos, de outro relacionamento.

O caso foi registrado como morte suspeita e suicídio, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo.

Em depoimento na delegacia, a mãe da vítima afirmou que o relacionamento do casal era extremamente conturbado e que o oficial seria abusivo e violento , impondo restrições ao comportamento da filha.

Ela relatou que Gisele era proibida de usar batom, salto alto e perfume, além de ser cobrada pelo cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.

A mãe da vítima também disse que, quando Gisele mencionou a intenção de se separar, o tenente-coronel teria enviado uma foto pelo celular em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

Na última sexta-feira, segundo relatos, Gisele telefonou dizendo que não estava mais suportando a pressão e que queria se separar.

A Secretaria da Segurança Pública informou que diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte de Gisele.

A policial militar deixa uma filha de sete anos e sua morte choca a comunidade policial.