Policial morta com tiro na cabeça vivia relacionamento abusivo com tenente-coronel, diz mãe da vítima à polícia
Uma policial militar de 32 anos foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, no Centro de São Paulo.
Na manhã de quarta-feira, após sair do banheiro, o oficial encontrou a esposa caída no chão, com uma arma na mão e intenso sangramento.
Gisele foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.
Ela trabalhava na corporação desde 2014 como soldado e deixa uma filha de 7 anos, de outro relacionamento.
O caso foi registrado como morte suspeita e suicídio, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo.
Em depoimento na delegacia, a mãe da vítima afirmou que o relacionamento do casal era extremamente conturbado e que o oficial seria abusivo e violento , impondo restrições ao comportamento da filha.
Ela relatou que Gisele era proibida de usar batom, salto alto e perfume, além de ser cobrada pelo cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.
A mãe da vítima também disse que, quando Gisele mencionou a intenção de se separar, o tenente-coronel teria enviado uma foto pelo celular em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.
Na última sexta-feira, segundo relatos, Gisele telefonou dizendo que não estava mais suportando a pressão e que queria se separar.
A Secretaria da Segurança Pública informou que diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte de Gisele.
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