Grandes bancos negociam medidas para elevar responsabilidade de instituições menores depois da crise do Master
20/02/2026 10 h15 Atualizado 20/02/2026 Os grandes bancos saíram com crédito da crise gerada pelo Master e, agora, querem alterar o modelo regulatório para aumentar a responsabilidade de pequenas instituições financeiras que fazem operações de risco elevado no mercado.
Como foi o caso do Master, que levou à liquidação de mais três instituições, criando um rombo no Fundo Garantidor de Crédito de pelo menos R$ 51, 8 bilhões.
A direção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e executivos dos grandes bancos vinham alertando o Banco Central (BC), desde 2024, sobre as operações ousadas e arriscadas que o Master vinha realizando.
🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistem a.
É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, rebatia, dizendo que se tratava de perseguições diante o crescimento de seu banco.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 O desfecho da crise, com o Master sendo liquidado pelo BC , acabou dando razão aos grandes bancos.
Entre executivos, o valor do rombo no FGC já é calculado em R$ 60 bilhões .
Para que isso não se repita, os principais bancos do país estão negociando mudanças no setor com o Banco Central.
🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar.
Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição.