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Ambulantes viram noites em condições precárias para garantir lugar em blocos

Por Kevin Ribeiro • 20/02/2026 às 15:37
Ambulantes viram noites em condições precárias para garantir lugar em blocos

Os trabalhadores relataram banheiros imundos com larvas e restrição de saída, com uma vendedora afirmando: "Em sete anos que eu faço carnaval, nunca passei essa humilhação".

O Ministério Público do Trabalho recomendou à Prefeitura e Ambev a criação de centros de convivência e banheiros separados por gênero para os ambulantes.

Ambulantes enfrentam condições precárias no Ibirapuera para conseguir lugar em megablocos Cerca de 200 vendedores ambulantes passaram duas noites do carnaval em um acampamento improvisado ao lado do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo , dormindo no chão e com apenas quatro banheiros químicos para dividir.

Segundo trabalhadores, a área foi disponibilizada pela prefeitura após confusões e denúncias de venda de vagas na fila do lado de fora.

Dias antes da festa começar, centenas de pessoas já ocupavam as calçadas em frente aos portões para tentar garantir um lugar nos concorridos megablocos.

Ambulantes ouvidos pelo g1 nesta segunda-feira (16), antes do bloco da cantora Pabllo Vittar , disseram ter ficado cerca de 12 horas sem sair do recinto - das 19 h às 7 h, quando o circuito foi reaberto.

"Eles falaram que o nosso carrinho ia ser tomado e que a gente ia perder a vaga se saísse", disse Janine Rodrigues, sobre orientações recebidas de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A área reservada aos marreteiros - termo usado pelos próprios ambulantes em autorreferência - fica na rua Marechal Maurício Cardoso, próximo à entrada dos megablocos.

A via está cercada por tapumes nas laterais e nas duas pontas havia equipes da GCM controlando entrada e saída nas noites de domingo (15) e segunda.

Não havia qualquer estrutura de acomodação e os trabalhadores tiveram seus carrinhos cercados por gradis ao acessar o local.