Filmes Para Sempre Medo é o terror menos abstrato e mais caloroso de Oz Perkins3 min de leitura Caio Coletti
Após anos realizando filmes de terror menores, com um estilo comedido que privilegiava a atmosfera e poderia até ser descrito como alienante, Longlegs era o seu mergulho nas águas profundas de Hollywood.
Não só o seu primeiro filme grande , como também o seu primeiro lançamento precedido por qualquer expectativa palpável por parte do público.
Acontece que, diante dessa responsabilidade, Perkins parece ter encolhido.
Longlegs foi até muito bem nas bilheterias, e o consenso crítico em torno do filme foi positivo – embora o tempo já tenha se mostrado menos gentil do que o esperado com ele –, mas o cineasta parecia desconfortável com a ambição atrelada à sua visão, rígido diante da ideia de gastar mais dinheiro e fazer mais dinheiro para os estúdios.
Daí que O Macaco e, agora, Para Sempre Medo se configuram quase como uma correção de rota para Perkins, ainda que por caminhos bem diferentes.
Enquanto a adaptação de Stephen King usava o humor mórbido para sublinhar as relações familiares perturbadas que estavam em seu centro, Para Sempre Medo procura a leveza de outra forma: pela simplicidade.
Liz ( Tatiana Maslany ) e Malcolm ( Rossif Sutherland ) são um casal que, para comemorar um ano de namoro, decidem tirar um fim de semana romântico na cabana afastada da família do rapaz.
Conforme o tempo passa, no entanto, ela começa a desconfiar que ele não é exatamente quem diz ser, e acontecimentos estranhos ao redor da propriedade não ajudam a acalmar essa suspeita.
O roteiro de Nick Lepard ( Animais Perigosos ), portanto, é uma história clássica de casa mal-assombrada, casada com uma reflexão sobre as dinâmicas românticas entre os gêneros.