Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin
A União Europeia já aprovou suas próprias regras de salvaguarda, permitindo investigar aumentos de 5% nas importações agrícolas.
Especialistas afirmam que o acordo trará mais opções de vinhos de qualidade e preços competitivos para o consumidor brasileiro.
A Europa, com grandes produtores como Itália e França, oferece vinhos de qualidade a preços significativamente mais baixos que no Brasil.
Produtores nacionais terão um período de adaptação, pois a redução tarifária será gradual, levando anos para ser totalmente implementada.
Taça de vinho — Foto: wavebreakmedia_micro/freepik Os vinhos brasileiros devem receber proteções contra a concorrência no acordo entre o Mercosul e a União Europeia por meio de salvaguardas, afirmou o presidente em exercício e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), nesta quinta-feira (19).
"No próprio acordo Mercosul-UE, tem um capítulo voltado a salvaguardas.
E o presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto.
Então, nós teremos a salvaguarda regulamentada" , disse Alckmin durante a Festa do Vinho, que ocorre no Rio Grande do Sul.
🔎As salvaguardas são regras que determinam quando os governos poderão suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no acordo.
Se tiver um aumento grande de imposto de exportação, a salvaguarda você pode imediatamente acioná-la", explicou o vice-presidente.
O g1 apurou que o texto está sendo elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento e Itamaraty e a minuta deve seguir nos próximos dias para análise da Casa Civil.