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Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

Por Kevin Ribeiro • 19/02/2026 às 17:03
Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

Ele criticou a concentração de capital e dados em poucos conglomerados, afirmando que isso representa "dominação", não inovação.

Lula defendeu a Organização das Nações Unidas como o espaço central para construir uma governança global inclusiva da IA.

O Brasil planeja lançar em 2025 o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, visando gerar emprego e melhorar os serviços públicos.

Lula defende a regulamentação das empresas de tecnologia durante discurso na cúpula sobre IA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial, na madrugada desta quinta-feira (19).

Em evento realizado na Índia, o presidente destacou o que vê como os dois lados da tecnologia.

📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas”, afirmou.

Ele comparou a inteligência artificial a marcos históricos como a aviação, o uso do átomo, a engenharia genética e a corrida espacial , observando que esses avanços tanto podem ampliar o bem-estar coletivo quanto representar ameaças.

No caso da revolução digital e da IA, Lula diz que as tecnologias “impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, e a forma como conectamos uns com os outros”.

“Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho.

Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, afirmou o presidente.