Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs
Ele criticou a concentração de capital e dados em poucos conglomerados, afirmando que isso representa "dominação", não inovação.
Lula defendeu a Organização das Nações Unidas como o espaço central para construir uma governança global inclusiva da IA.
O Brasil planeja lançar em 2025 o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, visando gerar emprego e melhorar os serviços públicos.
Lula defende a regulamentação das empresas de tecnologia durante discurso na cúpula sobre IA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial, na madrugada desta quinta-feira (19).
Em evento realizado na Índia, o presidente destacou o que vê como os dois lados da tecnologia.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas”, afirmou.
Ele comparou a inteligência artificial a marcos históricos como a aviação, o uso do átomo, a engenharia genética e a corrida espacial , observando que esses avanços tanto podem ampliar o bem-estar coletivo quanto representar ameaças.
No caso da revolução digital e da IA, Lula diz que as tecnologias “impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, e a forma como conectamos uns com os outros”.
“Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho.
Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, afirmou o presidente.