Banco Pleno teve trajetória marcada por rebatismo, venda e reestruturações até a liquidação pelo BC
Sua trajetória começou em 1967 como Banco Indusval & Partners, sendo rebatizado para Banco Voiter em 2019, buscando reposicionamento digital.
Negociações de venda com a Capital Consig não prosperaram, e a posterior venda ao Banco Master gerou uma disputa judicial por debêntures.
O controle foi finalmente transferido para Augusto Ferreira Lima em 2025, formando o Banco Pleno, após um acordo inicial com Daniel Vorcaro.
A instituição mantinha forte dependência de captação por CDBs, acumulando passivos de R$ 6, 8 bilhões e enfrentando alta percepção de risco.
Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18) , encerra uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional.
A instituição surgiu a partir do Banco Indusval & Partners (BI&P), fundado em 1967 e voltado principalmente ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio.
Diante de dificuldades operacionais e resultados pressionados, o banco passou por diversas reorganizações societárias.
Mande para o g1 Em 2019, sob o controle do empresário Roberto de Rezende Barbosa, a instituição adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio.
Diante das dificuldades, os controladores passaram a buscar potenciais compradores.
Tentativas de vendas até chegar ao Master Em 2023, o banco negociou uma possível venda para a Capital Consig, que previa um aporte de R$ 100 milhões e a transferência do controle da instituição.