Filmes Um Cabra Bom de Bola é deslumbrante, mas previsível demais para o próprio bem3 min de leitura Thiago Romariz
A sequência do longa da Marvel e o recente Guerreiras do K-pop são exemplos de como o estúdio consegue navegar com maestria nos nichos de filmes animados.
Enquanto a trilogia do Homem-Aranha (a ser encerrada em 2027) explora novos horizontes técnicos e de adaptação, o fenômeno da Netflix em 2025 se tornou um exemplo de contemporaneidade e excelência musical que, antigamente, só a Disney era capaz de obter.
O novo Um Cabra Bom de Bola confirma a boa fase da empresa, ainda que não alcance os mesmos picos dos antecessores.
O estilo frenético, acelerado e hipnotizante da animação vista em Aranhaverso se repete aqui com algo menos psicodélico, mas tão veloz quanto.
Não há nenhuma lembrança da magia musical de Guerreiras do K-pop, mas cada um dos personagens carrega personalidade própria e um visual que entrega uma identidade difícil de deixar passar.
A história, produzida pelo astro da NBA Stephen Curry, mostra a trajetória de Will, um pequeno bode que sonha em fazer parte dos Thorns, seu time favorito de basquete - ou roarball, como o filme chama, já que ele vai muito além do esporte tradicional.
Após viralizar com uma partida na rua de casa, ele tem a chance de se tornar um membro do time e se unir aos maiores jogadores da liga.
A ideia de transformar o basquete em uma mistura de Rocket League com Mario Kart - já que cada estádio tem uma característica própria e, no fim do dia, o que importa é fazer a cesta - dá liberdade para tornar as cenas de ação algo impressionante.
A agilidade da câmera, o exagero de cores e traços, a distorção dos personagens e a forma como tudo ao redor da quadra se transforma (às vezes eles jogam num vulcão, outras vezes na floresta, outras no gelo) elevam Um Cabra Bom de Bola a um patamar técnico complicado de se ver hoje em dia.
Ainda que a parte técnica torne a aventura de Will algo envolvente, a história não faz mais do que o bás