Veja o enredo da campeã e cante o samba
04/02/2026 12h37 Atualizado 04/02/2026 A Mocidade Independente de Padre Miguel é a 1ª escola da segunda-feira (16). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h. O enredo é “Rita Lee — a padroeira da liberdade”. Cartaz do enredo da Mocidade de 2026 — Foto: Reprodução A Mocidade Independente de Padre Miguel é a 1ª escola da segunda-feira (16). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h. O enredo é “ Rita Lee — a padroeira da liberdade”. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Enredo e samba: Mocidade vai destrinchar a trajetória da Rita Lee, a rainha do rock Essa história começa com uma menina que decidiu não pedir licença. Rita Lee chegou ao mundo quando tudo parecia querer ser igual, certinho, sem cor. Mas ela era o contrário disso. Gostava de barulho, de rir alto, de provocar. Num tempo em que meninas não entravam no clube do rock, ela arrombou a porta e subiu no palco como quem diz: agora também é nosso. Rita misturou tudo o que tinha vontade. O rock que vinha de longe, dos discos ingleses, com a malícia brincalhona, o deboche e os ritmos brasileiros. Cantava como quem brinca, mas falava sério. Com os Mutantes, ajudou a criar uma música que parecia viagem espacial, mas falava do Brasil daquele tempo: confuso, vigiado, cheio de regras e censura. Um dia, Rita sentiu que era hora de mudar de novo. Seguiu sozinha, sem medo de perder o chão. No caminho, encontrou novas canções, novas formas de dizer o que sentia e um amor para dividir a vida e a arte. Continuou livre, curiosa e inventiva. Mas o caminho não foi fácil. Em tempos de ditadura, Rita virou alvo. Suas músicas incomodavam, suas atitudes escandalizavam, seu jeito afrontava a moral dos que mandavam. Foi censurada, perseguida, presa. Mesmo assim, não recuou. Cantou mais alto. Riu mais forte. Criou mais ainda. Nas letras, Rita falou de amor, desejo, prazer e liberdade com uma franqueza inédita. Cantou a mulher sem culpa, sem medo, dona do