FGC diz que Banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias
O Banco Pleno teve sua liquidação extrajudicial decretada nesta quarta pelo Banco Central.
O BC também estendeu esse regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.
🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar.
Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição.
Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.
As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master, assim o liquidante irá apurar a garantia até o limite da regulamentação.
"Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado", acrescentou o fundo.
O conglomerado tinha uma participação pequena no sistema financeiro brasileiro.
Dados do Banco Central indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0, 04% de todos os ativos do setor, isto é, R$ 18, 07 trilhões.
Portanto, controlava o equivalente a aproximadamente R$ 7, 2 bilhões.