Piscina de Iemanjá, bandeirão e mais: os destaques da Mocidade
O enredo "Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra" homenageou a atriz Léa Garcia, pioneira na representatividade negra no teatro e cinema.
A comissão de frente recriou o início da carreira de Léa Garcia, com Thelma Assis e Fred Nicácio em papéis de destaque.
Mocidade Alegre é a campeã do carnaval de SP em 2026 A piscina de Iemanjá, o bandeirão no recuo da bateria e uma comissão de frente emocionante marcaram o desfile da Mocidade Alegre no Sambódromo do Anhembi.
A Morada do Samba conquistou 269, 8 pontos e garantiu o 13º título do carnaval de São Paulo, consolidando-se como a segunda escola mais vitoriosa da cidade, atrás apenas do Vai-Vai.
Com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, a agremiação celebrou o legado da atriz Léa Garcia, exaltando sua trajetória artística e sua ligação com a ancestralidade africana.
Léa foi uma das principais atrizes do país e pioneira na representatividade negra no teatro e no cinema.
Integrante do Teatro Experimental do Negro, abriu caminhos para artistas negros na dramaturgia brasileira.
Logo na abertura, a comissão de frente arrancou aplausos ao recriar o início da carreira de Léa no Teatro Experimental do Negro, companhia criada por Abdias do Nascimento.
A médica e apresentadora Thelma Assis, campeã do Big Brother Brasil 20, representou Léa.
Filha de Oxumaré, a personagem surgiu vestida com as cores do arco-íris, referência ao orixá do movimento, da renovação e da dualidade, simbolizado pela serpente e pelo arco-íris.
Já Fred Nicácio interpretou Abdias do Nascimento, reforçando o elo entre arte e militância negra.