Ministro israelense defende ' migração' de palestinos da Cisjordânia
O governo de Israel aprovou um plano para ampliar o controle sobre terras na Cisjordânia, provocando forte condenação de 85 países na ONU.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a política de registro de terras como "ilegal" e "desestabilizadora", pedindo sua reversão imediata.
— Foto: Amir Cohen/Reuters O ministro israelense das Finanças, o ultradireitista Bezalel Smotrich, afirmou que é favorável a "estimular a migração" dos palestinos da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza , informou a imprensa de Israel.
"Eliminaremos a ideia de um Estado árabe terrorista", disse Smotrich em um evento organizado por seu partido, Sionismo Religioso, na noite de terça-feira (17).
" Anularemos formalmente e em termos práticos os malditos Acordos de Oslo e empreenderemos o caminho rumo à soberania , enquanto incentivamos a emigração tanto de Gaza quanto de Judeia e Samaria", afirmou, utilizando as palavras habituais em Israel para fazer referência à Cisjordânia .
"Não há outra solução de longo prazo", acrescentou Smotrich, que vive em uma colônia na Cisjordânia .
Na semana passada, o governo israelense aprovou um plano para facilitar seu controle sobre terras administradas pela Autoridade Palestina segundo os Acordos de Oslo, em vigor desde a década de 1990.