Moraes pretende levar inquérito das fake news até 2027
18/02/2026 07 h50 Atualizado 18/02/2026 Moraes sinalizou a colegas do STF que pretende manter o inquérito das fake news ativo até 2027, ano em que assumirá a presidência da Corte.
A investigação foi aberta em 2019 por Dias Toffoli, então presidente do STF, que escolheu Moraes como relator sem sorteio.
O inquérito sofreu críticas da PGR na época, mas o Supremo decidiu em 2020 que ele era válido por 10 votos a 1.
O atual procurador-geral, Paulo Gonet, apoia a continuidade das investigações.
No STF, a ala que defende manter o inquérito argumenta que o tribunal pode sofrer uma nova onda de ataques neste ano, com as eleições.
O ministro Alexandre de Moraes já sinalizou a colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) que, se depender dele, o inquérito das fake news continuará aberto até pelo menos 2027, quando ele próprio deverá assumir a presidência da Corte em substituição a Edson Fachin.
O inquérito, que atualmente serve para investigar servidores da Receita suspeitos de vazar dados sigilosos de ministros do tribunal , foi aberto em 2019 por determinação do então presidente do STF, o ministro do Dias Toffoli.
Baixe o app do g1, é de graça O objetivo declarado era apurar ataques a membros do Supremo.
Uma das primeiras consequências foi a decretação de censura à "Revista Crusoé" , que havia revelado a existência de um documento que ligava Toffoli à empreiteira Odebrecht.
A então procuradora-geral, Raquel Dodge, chegou a pedir seu arquivamento , o que foi negado por Moraes.
No entendimento dela, não existe previsão na lei para um juiz entender quando há um fato criminoso, determinar a instauração de um inquérito e designar o responsável por essa investigação.