Como o pepino se tornou o mais recente símbolo da inflação em tempos de guerra na Rússia
Estatísticas oficiais mostram que os pepinos dobraram de preço desde dezembro, atingindo uma média de pouco mais de 300 rublos (US$3, 91) o quilo, e as redes sociais foram inundadas com imagens do produto sendo vendido por mais do que o dobro ou o triplo desse valor.
Sob pressão de políticos -- incluindo aqueles do partido governista Rússia Unida, que enfrentará eleições parlamentares no final deste ano --, o órgão regulador antimonopólio escreveu a produtores e varejistas pedindo que explicassem os aumentos de preço.
“Neste inverno, uma nova ‘iguaria’ apareceu em nossas lojas: os pepinos”, disse Sergei Mironov, líder parlamentar do partido Rússia Justa, observando que o Ministério da Agricultura atribuiu os aumentos acentuados nos preços dos pepinos à sazonalidade.
“Eles usaram a mesma explicação para as batatas ‘douradas’ do ano passado e agora são os pepinos ‘dourados’”, disse Mironov, um ex-paraquedista que se tornou político e frequentemente destaca questões delicadas que estão irritando eleitores do maior país do mundo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O que as pessoas devem fazer?
Simplesmente aceitar que não podem comprar os alimentos mais básicos?
Os produtores garantiram aos consumidores que os preços dos pepinos provavelmente cairão no mês que vem, quando o tempo esquentar.
As autoridades já resolveram problemas semelhantes com os preços de outros alimentos no passado, e não há sinais de que as reclamações da população sobre os aumentos de preços -- amplificadas pelas redes sociais -- representem uma ameaça à estabilidade social.