' A Vila negra é’: enredo afro marca carnaval da Vila após polêmica com Paulo Barros em 2025; entenda
A escolha é vista por especialistas como um movimento que reconecta a escola à própria história e à cultura negra carioca, um ano após a polêmica envolvendo o então carnavalesco Paulo Barros, que criticou publicamente o que chamou de 'excesso' de enredos afros no carnaval do Rio de Janeiro, em 2025.
Para o pesquisador e jornalista Fábio Fabato, a decisão dialoga diretamente com a identidade histórica da agremiação.
Enredo e samba: Vila Isabel explora a conexão de Heitor dos Prazeres com o Rio, a cultura afro-brasileira e a África Apontada como uma das favoritas ao título do carnaval 2026, a Unidos de Vila Isabel levará para a Sapucaí o enredo “ Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África ”, uma proposta de forte identidade afro centrada na trajetória do sambista, compositor e pintor Heitor dos Prazeres.
A escolha é vista por estudiosos do carnaval como um movimento que reconecta a escola à própria história e à cultura negra carioca , um ano após a polêmica envolvendo o então carnavalesco da agremiação Paulo Barros , que criticou publicamente o que chamou de “excesso” de enredos afros nos desfiles de 2025.
“Creio que é uma resposta mais do que simbólica, é direta, com base, sobretudo, na história da escola, não apenas relativa à polêmica fala do Paulo Barros”, afirmou.
“A Vila é uma bandeira de 80 anos que se entende com enredos ligados à cultura negra, aos saberes de sua comunidade, tem o Martinho da Vila mais do que como baluarte: um totem.
Foi a escola que fez o, para muitos, maior desfile da história, Kizomba, no centenário da libertação dos escravizados”, ac