Irmão de Bolsonaro entra com ação contra desfile que homenageou Lula e critica ' tratamento jocoso' a ex-presidente
17/02/2026 10 h23 Atualizado 17/02/2026 Quatro escolas se apresentaram na primeira noite de desfiles do grupo Especial, na Sapucai O irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro, apresentou duas ações judiciais em que pede providências após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Sapucaí , na noite de domingo (15).
As ações apontam possíveis atos de improbidade administrativa e propaganda eleitoral antecipada.
Na representação dirigida a autoridades eleitorais, o irmão de Bolsonaro argumenta que o samba-enredo da Niterói cita o número 13 e o jingle de Lula.
Além disso, diz que integrantes da escola fizeram a letra "L" com a mão durante a transmissão do desfile.
Renato Bolsonaro afirma ainda que a escola deu tratamento jocoso a seu irmão, "caracterizando-o como um palhaço", e a famílias conservadoras de direita.
A Niterói usou a imagem do palhaço Bozo para se referir a Bolsonaro em dois momentos do desfile: na comissão de frente, em que atores e dançarinos representavam também Lula e os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer, e no carro alegórico que mostrou uma escultura gigante do palhaço atrás das grades.
Acadêmicos de Niterói contou a história de Lula e fez representação do ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Globo O desfile também tinha uma ala chamada "Neoconservadores em Conserva".
No rótulo, havia a imagem de um casal com duas crianças e o texto "família em conserva".
Políticos de direita consideraram um ataque a famílias evangélicas .
"Usar verba pública para ridicularizar a Igreja Evangélica é inadmissível.
O governo Lula sabia cada ala que iria desfilar", afirmou a senadora Damares Alves (PL-DF).