Beijos e selinhos: o clima do camarote de carnaval mais concorrido de SP
Foliões preferiram aproveitar os shows, a vista privilegiada e os mimos oferecidos, como comidas, bebidas e massagens.
Com ingressos que chegavam a R$ 3, 5 mil, o espaço oferecia uma experiência luxuosa com dois palcos, cassino e serviço "open bar".
— Foto: Luiz Franco/g1 No meio da madrugada de sábado (14) para domingo (15) de carnaval, enquanto as escolas cruzavam vigorosamente a pista do Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte, o clima no camarote mais concorrido de São Paulo parecia seguir um compasso próprio.
Menos empolgação de primeira vista, menos troca de olhares — e mais abraços conhecidos, beijos de quem já se conhece de outros carnavais.
No camarote Bar Brahma, a pegação deu lugar a um carnaval mais tranquilo, de casais e grupos que preferiam curtir os shows, a vista privilegiada e a experiência de comidas, bebidas, massagem e cassino que quem pagou até R$ 3, 5 mil tem direito.
Entre as solteiras ouvidas pelo g1 , a percepção foi quase unânime: o ambiente estava “fraco de pegação”.
Carro da Tom Maior tem pane elétrica durante desfile A policial civil Bruna Alizari resumiu o sentimento com ironia.
Quem está namorando, está, quem não está, está ferrado”, disse, rindo.
Para ela, o contraste com a ideia tradicional do carnaval, de flerte e paqueras com pessoas recém-conhecidas, chamou atenção.
Não fui a bloco ainda, mas dei uma olhadinha e não vi esse clima.
“Aquele ditado de que as mulheres hétero estão 'passando fome' no Brasil é real”, brincou.