Sindicatos da Argentina anunciam greve geral contra reforma trabalhista de Milei
O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações, mas já é considerado uma das maiores mudanças em décadas.
A proposta flexibiliza contratos, altera regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve.
A votação gerou forte tensão social, com sindicatos e oposição alertando para a fragilização de direitos dos trabalhadores.
Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei .
A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro.
Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas — será apenas interrupção das atividades.
A convocação da greve aumenta a tensão entre o governo e os sindicatos, que têm forte influência política na Argentina.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Francisco Loureiro A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12) , por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.
O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.