' Falta a vida da Ju', diz viúvo de mulher morta após natação em academia
O técnico em computação Vinicius de Oliveira, de 31 anos, afirma que é uma vitória ter saído com vida após o incidente que ocorreu em uma academia, mas não consegue disfarçar a dor da perda de sua esposa, Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. "É uma vitória ter saído com vida, agradeço muito a isso, mas tem aquela falta, sabe? Falta a vida da Ju", diz Vinicius, que tenta não guardar "ódio ou revolta" em seu coração.
Vinicius critica o funcionamento da academia, afirmando que o local não poderia estar aberto devido a pendências em alvarás e que não havia profissional especializado fiscalizando, o que teria colocado alunos e funcionários em risco. Ele também reflete sobre a segurança em piscinas de academias, clubes e condomínios e defende que as leis sejam cumpridas e fiscalizadas para evitar novos casos. "Eu nunca imaginei que eu ia entrar com a minha esposa numa piscina e ia sair dela praticamente sem ela", diz Vinicius, que ainda está lidando com o luto.
Após o incidente, Vinicius passou oito dias internado no Hospital Brasil, sete deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele também passou mal depois de sair da piscina com a esposa, que morreu após ser submetida a uma sessão de natação na academia C4 Gym, na região leste da capital. Câmeras de segurança gravaram o desespero do casal e de outras pessoas que não se sentiram bem depois da atividade na água. A suspeita é de que a causa da morte tenha sido uma intoxicação por cloro.
Vinicius teve alta do hospital no domingo e agora busca justiça e segurança para evitar que outros casais passem por uma tragédia semelhante. Ele acredita que a fiscalização e o cumprimento das leis são fundamentais para garantir a segurança em piscinas de academias, clubes e condomínios. "É importante que as pessoas sejam conscientes da importância da segurança e da fiscalização para evitar que tragédias como essa aconteçam novamente", diz Vinicius, que ainda está lidando com a perda de sua esposa.