Os marinheiros recrutados para trabalhar em navios fantasmas alvos de sanções: ' Escravidão moderna'
Supostamente redigida em nome de cinco colegas a bordo do petroleiro que navega com o nome de Beeta, a mensagem continha inúmeras reclamações.
Ela afirmava que os tripulantes não haviam recebido pagamento, eram tratados "como animais" e que as provisões estavam acabando.
A equipe de Mumbai trabalhava para a Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte (ITF, na sigla em inglês).
Trata-se da principal organização representante dos marinheiros do mundo e seus funcionários estão acostumados a enfrentar queixas de todos os cantos do planeta.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas o que chamou a atenção foi o fato de que os e-mails não haviam sido copiados apenas para diversos escritórios da ITF, mas também para organizações fiscalizadoras de sanções em diversos países.
"O navio está sob sanções e foi incluído em uma lista de bloqueio", escreveu o marinheiro.
Ele afirmou ter descoberto que o navio identificado como Beeta, na verdade, era um petroleiro sancionado pelos Estados Unidos chamado Gale.
O marinheiro e seus colegas estavam desesperados para deixar o navio.
" Inadvertidamente, aquele membro da tripulação acabou envolvido em um problema central para a maioria das controvérsias geopolíticas atuais: o número cada vez maior de navios transportando petróleo russo e iraniano, que operam fora das leis marítimas, utilizando uma série de métodos para ocultar suas identidades.
A "frota fantasma", como é conhecida, vem crescendo rapidamente.