Leque se populariza e vira a ' bateria' dos blocos de rua LGBT em SP
O g1 flagrou várias cenas do acessório sendo usado como uma espécie de pandeiro ou tamborim , sendo batido no ritmo das músicas mais populares que tocaram no bloco lésbico "Siga bem Caminoneira", que se apresentou no Largo do Arouche, Centro da capital paulista.
O designer de interiores Afonso de Oliveira, de 24 anos, contou que o leque se popularizou no ano retrasado, durante o show da cantora Madonna na Praia de Copacabana, e se integrou aos grandes eventos gays e lésbicos pelo Brasil.
"O show se tornou um símbolo mundial porque o barulho envolve todo mundo no ritmo da dança, fazendo muito barulho e mostrando a presença da comunidade LGBT no mundo todo, a partir da Madonna em Copacabana", afirmou.
Leque se populariza e vira a 'bateria' dos blocos de Carnaval de rua LGBT em SP: 'simbolo de afirmação e união contra o preconceito', diz comunidade — Foto: Rodrigo Rodrigues/ g1 "Drags e trans como a humorista Nany People já usavam, mas parecia, no passado, coisa de nicho.
Mas agora todo gay tem um leque pra chamar de seu", contou Oliveira.
Os amigos Rafael Lardelau e Bruno Araújo também disseram que o leque virou essencial pro Carnaval LGBT por causa do compasso das músicas e da necessidade de afirmação da comunidade.
"Começa pelo calor porque o carnaval é sempre no verão e está maravilhoso, e também faz parte da sinfonia.
E combina super com as músicas que a gente gosta de ouvir", afirmou o radialista Bruno Araújo.
"Acho que é uma questão de resistência, porque a gente tem que se orgulhar cada vez mais da comunidade LGBTQIA+.
É uma questão de resistência e da gente se orgulhar de fato de quem somos",