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“Não vou aplaudir pré-julgamento”, diz Edinho sobre Toffoli e caso Master

Por Kevin Ribeiro • 15/02/2026 às 17:31
“Não vou aplaudir pré-julgamento”, diz Edinho sobre Toffoli e caso Master

Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, i G, Band e Veja À CNN , o presidente nacional do PT, Edinho Silva , criticou o que descreveu como “pré-julgamento” de envolvidos no caso Master e “ataques” a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A fala ocorre em meio ao afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no STF e o vazamento de reuniões reservadas conduzidas por ministros da Corte, reveladas pelo site Poder360.

“Todas as denúncias e suspeitas precisam ser investigadas e esclarecidas, para o bem das instituições e da credibilidade do sistema financeiro brasileiro.

Mas não podemos ser favoráveis ao pré-julgamento e ao linchamento público de ninguém.

Já vimos essa prática na Lava Jato, ela só enfraqueceu a democracia e as instituições", disse Edinho, lembrando que o PT, por meio de sua bancada, foi favorável às investigações do Master.

Questionado pela CNN especificamente sobre a situação de Toffoli, Edinho acrescentou: “Nenhuma autoridade está acima da lei.

Mas o direito de defesa e a presunção da inocência também são direitos de todos os cidadãos, inclusive de um ministro do Supremo.

Nunca vou aplaudir pré-julgamento e tampouco linchamento público", reforçou.

Edinho disse enxergar “oportunismo autoritário” nos desdobramentos do caso e defendeu o direito de ampla defesa caracteriza um “regime de exceção”.

O presidente do PT também saiu em defesa de reformas institucionais, incluindo do sistema politico-eleitoral e do Judiciário.

“Nosso atual modelo de democracia representativa está carcomido, é urgente também uma reforma no Poder Judiciário.