Em desfile da Gaviões da Fiel, ministra Sônia Guajajara critica marco temporal
Ela afirmou que é preciso "reflorestar os pensamentos e fortalecer a ocupação dos povos indígenas hoje em espaços estratégicos, inclusive em cargos políticos".
A proposta do marco temporal, que define 1988 como data limite para demarcação, foi aprovada pelo Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados.
O Supremo Tribunal Federal já considerou a tese inconstitucional, mas a aprovação de uma nova lei pelo Congresso pode gerar futuros questionamentos.
Em desfile da Gaviões da Fiel, ministra Sônia Guajajara critica marco temporal A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, criticou o marco temporal e defendeu a garantia dos territórios indígenas durante o desfile da Gaviões da Fiel, neste sábado (14), no Sambódromo do Anhembi.
Ela foi um dos destaques da escola, que levou para a avenida o samba-enredo “Defesa dos povos indígenas: mistura da ancestralidade, espiritualidade e resistência”.
Guajajara ocupou o último carro alegórico da agremiação, que trouxe a mensagem de que os povos originários devem ser ouvidos e respeitados em sua sabedoria e vivência.
“A Gaviões traz uma referência também ao marco temporal, falando que o marco do futuro é Pindorama, ou seja, terra indígena garantida, povos indígenas cuidando, vivendo com liberdade nos seus territórios.
Em tempos que o marco temporal tenta impedir demarcação das terras indígenas, a Gaviões traz esse tema de forma positiva, falando desse marco do futuro, que é proteger povos e territórios indígenas”, afirmou ao g1 .
A ministra também disse que a presença indígena no carnaval tem caráter político.
“A gente está aqui para trazer a pauta indígena para o centro do carnaval também, não como fantasia, mas trazendo a nossa história, nossas trajetórias de luta.