Europeus rebatem EUA após afirmação de que continente enfrenta ' apagamento civilizacional'
A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, refutou a ideia de uma Europa "woke e decadente", afirmando que "as pessoas ainda querem se juntar ao nosso clube".
Kallas destacou que o continente promove avanços para a humanidade, defende direitos humanos e gera prosperidade, rebatendo as acusações americanas.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o fim da era transatlântica "não é objetivo nem desejo" dos Estados Unidos, apesar das divergências.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, defendeu a proteção de "sociedades vibrantes, livres e diversas" como fonte de força europeia.
Chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, discursa durante a Conferência de Segurança de Munique.
— Foto: Michael Probst/AP Autoridades europeias reagiram neste domingo (15) a críticas do governo dos Estados Unidos de que a Europa estaria passando por um “apagamento civilizacional”, rejeitando a avaliação e defendendo os valores do continente.
A chefe da política externa da União Europeia , Kaja Kallas, falou durante a Conferência de Segurança de Munique, um dia depois de o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tentar tranquilizar aliados europeus.
Rubio adotou um tom menos agressivo do que o vice-presidente J.
Vance havia usado no mesmo evento no ano anterior, mas manteve firme a posição de Washington de reformular a aliança transatlântica e priorizar suas próprias políticas.
Kallas mencionou críticas presentes na estratégia de segurança nacional divulgada pelos EUA em dezembro, que afirma que a estagnação econômica europeia é superada por uma “perspectiva real e mais dura de apagamento civilizacional”.
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