Familiares de presos políticos iniciam greve de fome na Venezuela
Cerca de dez mulheres, incluindo mães e esposas, deitaram em fila na entrada da Zona 7, local de acampamento há mais de um mês.
Dezessete presos políticos foram libertados na madrugada, mas a ONG Foro Penal estima que 644 ainda permanecem detidos.
A mãe de um preso político, Evelin Quiaro, declarou: "Nós exigimos com isso que já se concretize e seja real a libertação de todos.
" Familiares de um preso político deitam-se no chão durante protesto em frente à prisão.
— Foto: FEDERICO PARRA / AFP Familiares de presos políticos iniciaram neste sábado (14) uma greve de fome em Caracas para pressionar por mais libertações, após o adiamento da aprovação de uma lei de anistia no país.
Durante a madrugada, 17 presos políticos foram libertados das celas da Polícia Nacional conhecidas como Zona 7, na capital da Venezuela.
De máscara, cerca de dez mulheres deitaram em fila na entrada da Zona 7, onde familiares acampam há mais de um mês.
Ao lado, deixaram uma lista com os nomes das grevistas escrita à mão.
Elas pedem celeridade na libertação de seus familiares como parte de um processo de liberações que a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou em 8 de janeiro, sob forte pressão de Washington.