Conceição Evaristo exalta ‘aula pública’ do Império Serrano e se declara: ‘O Rio me ensinou a florir’
O enredo “Ponciá Evaristo — Flor do Mulungu” celebrou a autora e seu conceito de “escrevivências”, unindo escrita e vivências de mulheres negras.
Ela destacou a relevância do Rio de Janeiro em sua carreira, afirmando: “O Rio me ensinou também a florir”.
O samba-enredo da escola, com o verso “A gente combinamos de não morrer”, foi um dos pontos altos da homenagem na Sapucaí.
Conceição Evaristo ‘rege’ último carro do Império Serrano Homenageada pelo Império Serrano no desfile deste ano, Conceição Evaristo definiu a apresentação da escola como uma “aula pública” .
“É um prazer muito grande ver um texto literário criado a partir da experiência de uma mulher negra se tornar uma aula pública”, afirmou.
A escritora veio no abre-alas, mas ficou na dispersão até o fim.
“Eu estou numa expectativa imensa em relação a que posição a escola vai ficar”, contou.
Para a escritora, o enredo transformado em desfile amplia o acesso à literatura.
Isso me faz muito pensar e cada vez mais desejar literatura como direito .
A literatura, o livro, a escrita, tem que ser de pertença de todos , e acho que a escola está contribuindo com isso”, disse.
O Império Serrano levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ponciá Evaristo — Flor do Mulungu” , que homenageia a autora mineira, referência da literatura negra brasileira e criadora do conceito de “escrevivências” , que une escrita e vivências de mulheres negras.