EUA e Europa falam em união após tensões
Após meses de divergências, os governos dos Estados Unidos e da Europa defenderam a união em uma conferência sobre segurança realizada neste sábado.
Os Estados Unidos chegaram à conferência com um tom mais suave, mas também cobraram dos aliados um reforço em defesa, fronteiras e atenção aos rivais que, segundo eles, enchem os bolsos com investimentos em petróleo.
A chefe do bloco europeu admitiu que o continente levou um "choque de realidade" em 2025.
Já o primeiro-ministro britânico anunciou que vai enviar um grupo de porta-aviões para o Atlântico Norte e para o Ártico, em parceria com a Otan.
Essa medida visa reforçar a presença militar na região e demonstrar a solidariedade entre os países membros da aliança.
Sobre a guerra na Ucrânia, o presidente Volodymir Zelensky afirmou que as negociações têm se concentrado em concessões apenas do lado ucraniano.
Ele também destacou que seria uma ilusão imaginar que a entrega de territórios à Rússia vá acabar com o conflito.
Zelensky defendeu uma abordagem mais equilibrada e justa para resolver a crise.
Em mais um movimento contra a Rússia, o governo britânico afirmou na conferência que o Kremlin é o responsável pela morte de Alexei Navalny, o mais conhecido líder de oposição ao governo de Vladimir Putin.
A ministra britânica do exterior, Yvette Cooper, disse que Navalny foi morto com um veneno encontrado em rãs da América do Sul .
Um comunicado conjunto com a Suécia, França, Alemanha e Holanda confirmou que exames de Navalny "confirmaram a presença de epibatidina" e que "a Rússia tinha os meios, o motivo e a oportunidade para administrar esse veneno".
A posição dos governos ocidentais em relação à Rússia tem se tornado cada vez mais firme, com uma série de sanções e medidas para pressionar o governo de Putin a mudar sua política.